terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Olhos brilhantes


Olhar brilhante...

Quando é que o nosso olhar mais brilha?

Quando estamos perante algo que nos diz muito, algo que queremos e almejamos, algo que enquanto olhamos imaginamos como seria se também nós pudéssemos ter.

Recentemente assisti a alguém a olhar para algo que tanto quer, os seus olhos brilhavam lá alto perto das estrelas, perto, muito perto de um local onde os sonhos se concretizam em pensamento. Um olhar espelhado que facilmente se vislumbrava esse sonho sem quaisquer poderes de vidência. Uma sinceridade óptica que transcende a mera visão humana e que apenas um ET é capaz de perceber. Aquela constelação onde existem outros dois ETs brilha muito, tanto que ilumina a terra onde a capa nublada das nuvens não intervém, é tão exemplificativa de um ideal que roça a vivência por assimilação. É bom sonhar acordado, é bom viver os nossos sonhos, mesmo que sem senti-los, é bom ser feliz com a felicidade dos outros. Faz-nos sentir vivos, faz-nos sentir bem, é certo, mas cria ilusões.

Viver uma ilusão é bom, viver iludido não...

A ilusão vivida sem ser iludido não mais é que ter uma indelével felicidade temporária. A ilusão vivida sendo iludido não mais é que ter uma experiência que nunca se concretiza e esconde uma fuga para a frente que pode criar barreiras à entrada da ilusão real, aquela que nos faz viver os sonhos sentido-os. Nesse momento o ET que existe lá em cima pouco pode fazer. O ET que percebe a ilusão, e quer ser parte dela, encontra um brilho tão forte que ao ofuscar o seu olhar (o do ET) lhe dificulta a percepção do caminho a trilhar para que a protagonista da ilusão lhe retire a barreira à entrada da ilusão real.

Resumindo...

Eu vivo as minhas ilusões sem me iludir, vivo criando ilusões reais, vivo tentando concretizá-las, vivo numa ilusão e numa ilusão eu acredito. Não me iludo para não me desiludir, não me iludo para não me arrepender e de uma ilusão eu tenho a certeza, mas a iludida está ofuscada.

3 comentários:

Anónimo disse...

Será q n andas mesmo iludido?!... Deve existir uma linha muito fina entre viver uma ilusão e viver iludido... Por isso, digo eu, convém ter a certeza do q se sente, para n se apanhar a tal desilusão... Pq arrependido nunca vais ficar, pois ages da forma que achas ser a correcta...

Fábio Correia disse...

Arrependido nunca, só do que deixei por fazer...

Linha muito fina?

Verdade...

Mas felizmente sempre tive boa capacidade de vislumbrar linhas...

Não é por acaso que até tenho algum jeito para o desenho. Vou desenhando as minhas ilusões, tenho todo o material necessário, lápis, pincéis, tintas, criatividade, por vezes a tela é que não deixa a tinta fixar-se. Mas o esboço existe...

Filipa Leitao disse...

bem o meu comentário ficou tão grande que transformei num post no meu blog ;)